Centro de Estudos Claudio Ulpiano
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Aqui você encontrará uma parte das lendárias aulas de filosofia de Claudio Ulpiano. Você poderá ouvi-las em Aulas em Áudio, lê-las em Aulas Transcritas, ou assistir sua conferência filmada sobre Espinoza. Poderá ainda assistir ao célebre filme de Gilles Deleuze – Abecedário – com legendas em português. Nas seções Colunistas e Colaboradores, encontrará textos de vários autores sobre temas contemporâneos. Você está convidado a deixar seus comentários, propor ou levar adiante uma discussão, sugerir novas seções e enviar trabalhos. São estas alianças e conexões que nos permitirão conservar viva a atmosfera que prevalecia em torno das aulas de Claudio: a amizade na filosofia. Para ficar a par das atualizações, faça agora a sua inscrição. Se quiser entrar em contato com a nossa equipe, ou nos enviar algum material, clique em Fale conosco.
Hábito e renovação – uma aula dadaísta: vídeo de Claudio Ulpiano (verão de 1997)
“O homem é um ser esquartejado, pois recebe os acontecimentos do exterior com sua estrtutura sensória, e reage a eles com sua estrutura motora. Entre a percepção e a reação há um pequeno intervalo. O que marca e define a humanidade é este pequeno intervalo – o Tempo. (…) A vida se dá no Tempo, e o Tempo é renovação”.
Arte, Resistência: vídeo com trecho de aula de Gilles Deleuze (legendas em português)
Não sabemos quem colocou este vídeo no You Tube. Seu codinome é: quebrandoacabeça. Agradecemos, então, a quebrandoacabeça, que teve esta bela iniciativa, acrescida da generosidade de incluir, no filme, legendas em português
Aula de 20/07/1995 – Sombras e Imagens (aula com filmes)
(…) Classicamente, considerava-se que o ERRO era o maior inimigo do pensamento. Para Espinoza, no entanto, o maior inimigo do pensamento não seria o erro, mas a IGNORÂNCIA. Quer dizer, o pensamento teria a ignorância como seu PRINCIPAL NEGATIVO, ou seja, na visão de Espinoza, a ignorância seria aquilo que impediria o pensamento de se exercer. Em função disso, esse filósofo inventa um MÉTODO ― que passa a ser o fundamento da obra dele ― com o objetivo de aumentar a potência, a capacidade da nossa compreensão.
Prestem atenção: esse método visa aumentar a nossa capacidade de entender. Ou seja, quanto mais aumentarmos a nossa capacidade de entendimento, mais afastaremos de nós os poderes negativos da ignorância; sabendo-se, inclusive, que a ignorância é o que leva a vida para o que há de mais nocivo para ela ― a SUPERSTIÇÃO. Então, o que eu estou dizendo é que aumentar a potência do entendimento, aumentar a potência de compreensão, ou seja, aprender de tal maneira a pensar, a fim de que sejamos capazes de dar conta de todos os processos da natureza, sem ficarmos envolvidos nos mitos e nas narrativas enganosas. E isso só seria possível se nós aumentássemos a potência do nosso entendimento.
Aula de 17/11/1994 – Obras de arte: “deuses para os quais você não se ajoelha”
| Obras de arte: Parte 1 |
| Obras de arte: Parte 2 |
| Obras de arte: Parte 3 |
| Obras de arte: Parte 4 |
| Obras de arte: Parte 5 |
| Obras de arte: Parte 6 |
“Quando Deleuze fala em espaço liso e espaço estriado, ele vai usar o modelo tecnológico, dentre outros, para mostrar estes dois espaços. Antes de explicar isto, porém, eu quero dizer que o espaço liso pertence ao povo nômade, enquanto o espaço estriado ao povo sedentário. A noção de povo nômade e povo sedentário é evidentemente uma noção histórica. Mas embora estes povos existam na história (o povo beduíno, por exemplo, seria um povo nômade), esta noção não se reduz ao campo histórico. (…) A noção de nômade e de sedentário, como a utiliza Deleuze, implica forças do inconsciente: inconsciente nômade e inconsciente sedentário (talvez o inconsciente seja necessariamente nômade, e o sedentarismo nele seja de forças que vêm de fora). (…) Então, podem acabar com todos os povos nômades, que sempre vai aparecer um artista, um filósofo, um cientista, que vai ter uma maneira de trabalhar “nomádica”. Por causa disto, o Deleuze funda uma nova ciência, chamada “nomadologia”.
Short Cuts e Plano Geral – por Mariza Gualano
SHORT CUTS
1 – O Coelho Branco
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2 – Filmes de estrada
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3 – Os brutos também se amam
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4 – Os pianistas
5 – Quanto mais quentes melhor
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6 – As Cidades I
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7 – As Cidades II
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8 – As Cidades III
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9 – Palavras de Cinema
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PLANO GERAL
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1 – Assim Estava Escrito
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2 – 71 Fragmentos de uma cronologia do acaso
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3 – O Nevoeiro
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4 – Longínquo / Uzak
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5 – Jeanne Dielman, 23 Quai de Commerce, 1080, Bruxelas
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6 – Hammett : Um Mistério em Chinatown
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7 – O Pornógrafo
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8 – O fantasma do futuro
SHORT CUTS: Palavras de cinema – Mariza Gualano
Ninguém duvida do poder dos bordões cinematográficos. Alguns são tão marcantes que se incorporam à nossa linguagem cotidiana e – por que não dizer? – caem na boca do povo. Quem nunca ouviu por aí a célebre frase “Hasta la vista, baby”, do filme Exterminador do Futuro 2/Terminator 2 (1991) ou a também famosa “Pede pra sair, Zero Um”, de Tropa de Elite (2007)?
Algumas ficam mais que famosas e conseguem sintetizar em poucas e brilhantes palavras grande parte do conteúdo do filme. Quando o jornalista interpretado por Carleton Young, no clássico O Homem Que Matou o Facínora/The Man Who Shot Liberty Valence (1962), dispara “Quando a lenda é mais interessante que a realidade publica-se a lenda”, nos faz refletir em algumas questões levantadas pelo filme, como por exemplo o papel da imprensa, a busca da verdade, a construção dos mitos. Não foi à toa que Jean-Luc Godard usou a genial citação do filme de John Ford em seu Elogio do Amor /Éloge de L’Amour, de 2001.
Memorabilia I: o estranho materialismo estóico – Paulo Domenech Oneto
Esta coluna ficou parada por cerca de quatro meses. Peço desculpas aos meus poucos leitores. Não creio que adiante elencar os motivos desta longa interrupção ou atraso. Melhor agir estoicamente e passar logo à coluna.
Agir “estoicamente”. O que isto quer dizer? Falo de agir segundo a inspiração dos filósofos gregos do século III a.C. – denominados estóicos por conta do pórtico com pinturas (Stoa poikilê) onde se reuniam em Atenas? Ou me refiro a uma ação quase indiferente, austera e impassível – aqui, diante do meu atraso e de seus motivos – conforme depreendemos do adjetivo? Até que ponto o termo comum “estóico”, usado para qualificar uma atitude ou ação, corresponde à corrente filosófica grega de onde deriva? Quem foram os estóicos e qual a sua importância para o pensamento?
A Saúde da Beleza – filosofia e pop: entrevista com Paulinho Moska (dezembro de 2011)
Nesta entrevista, Moska fala da relação entre a filosofia e a arte, a filosofia e a poesia, a filosofia e o pop. Descreve seu encontro com Ulpiano, a forte amizade entre os dois, e como o filósofo se tornou seu intercessor, no sentido deleuzeano. Fala do exercício de compor, da sua associação com a música e com a arte em geral.
Aula de 03/11/1994 – Rizoma e memória de curta duração
| Rizoma: Parte 1 |
| Rizoma: Parte 2 |
| Rizoma: Parte 3 |
| Rizoma: Parte 4 |
| Rizoma: Parte 5 |
| Rizoma: Parte 6 |
| Rizoma: Parte 7 |
No final desta aula, Paulinho Moska, que fazia parte deste grupo de alunos de Ulpiano, canta duas de suas composições: Gotas de tempo puro e Contrasenso. Nós mantivemos estas canções na gravação. Elas mostram – ao vivo, e belamente – não só a atmosfera que rodeava as aulas de Ulpiano, de rigor e alegria ao mesmo tempo, mas ainda a intersecção entre a filosofia e a vida, a filosofia e a arte, que ele sempre exaltou.



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