BEAUTY of DESPAIR – quARTo PerformingArts


by quARTo PerformingArts

"Para Espinosa, o mundo, ou a natureza, é constituído de um todo infinitamente complexo onde, em cada criatura, ou coisa, se expressa um certo grau de força, uma força que está em constante interação com todas as outras forças circundantes. É um todo onde tudo é um, mas ao mesmo tempo infinitamente diferenciados, em perpétuo movimento, nas relações constantes de composição e decomposição. É também um mundo onde não há modelos morais ou tons acima, mas a questão é um pouco sobre como e de que forma, as diferentes forças interagem uma com as outras, como se fortalecem ou enfraquecem uma a outra, como elas parecem criativas ou destrutivas. A interação entre as forças é o que está no centro: em outras palavras, tudo se resume à questão de como as forças – Nós todos, os seres humanos e tudo o mais combinado: como nós afetamos uns aos outros, constantemente, de forma consciente, inconsciente, intencionalmente, ou sem querer e, nesse afeto, conjuntamente e constantemente a existência assume ou vem a tomar novas formas, cria identidades, eleva-se a novas constelações."

Trecho do texto escrito por Fredrika Spindler sobre e a partir da performance BEAUTY of DESPAIR. Spindler é filósofa e teve como orientador de seu mestrado o filósofo Gilles Deleuze. É professora de filosofia na University College Södertörn

 

2 opiniões sobre “BEAUTY of DESPAIR – quARTo PerformingArts”

  1. Assim que surge o saber das circunstãncias das interações das forças entre si, isto já e suficiente para que a conclusão no segundo seguinte já esteja superada por uma nova configuração e ad infinitum. A consciência quântica do saber é o não saber que sucede o saber recém estabelecido!

  2. Assim, o saber e o não saber por uma distância insignificante do movimento do processo, tão veloz que chega aos sentidos como uma unidade: a unidade do par antitético do saber e não saber. Mas, o saber pensado sabe que tal unidade se supera, se rompendo, infinitamente em uma nova síntese. Seria um paradoxo fugaz, enquanto a contradição não se supera? Uma reflexão em homenagem ao Professor Ulpiano, que em certa conferência testemunhei sua confissão de ser um apaixonado pelo paradoxo!

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