Aula de 01/12/1994 – Tecnologia e estética, partindo de Francis Bacon

Epoché quer dizer suspensão de juízo. Você suspende o juízo; você passa a se negar a fazer afirmações e negações, passa a rejeitar afirmações e negações; a epoché impede que você diga, por exemplo, este copo é branco, ou este copo não é branco. Ou seja, o homem que está fazendo a epoché, segundo a tradição grega, este homem cai num silêncio absoluto; ele não julga, não avalia, ele suspende completamente o juízo. Essa posição da epoché foi uma prática dos filósofos chamados céticos, na Grécia, que achavam que não se tem nada a dizer sobre o mundo. Isto é algo muito belo, pois nos leva a compreender a variedade dos pensamentos humanos. Como um homem, diante deste planeta, diante dos seus próprios sofrimentos, diante das suas próprias alegrias, está sempre buscando caminhos que o permitam efetuar, realizar a sua vida. A epoché seria um deles. (...) Esta noção de epoché vai aparecer no mundo moderno, na fenomenologia...

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Parte 3: 
Parte 4: 

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1 Response

  1. Uma aula genial. Mesmo com os lapsos (in)tecnológicos, somos a todos uns instantes afetados por perceptos, afectos e conceitos que nos suscita a pensar! Pensar! Sentir! Sentir! E ver o mundo pela primeira vez. Primeiridade num sentido Peirceano. É uma boa entrada para cartografar o rizoma. Rizoma! Devir-rizoma! CARPE DIEM!

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