Aula de 06/10/1994 – Considera a Flebas, à Literatura, e à Vida

"Os seres vivos manisfestam a vida, mas não são eles a própria vida. Este é o ponto de partida, e é de uma grande dificuldade... Mas se fizermos um pequeno esforço, vamos verificar que atravessa dentro de nós uma força que de maneira alguma as estrtuturas físico-químicas dão conta. E é exatamente esta força dentro de nós que Deleuze, Espinoza, e outros, vão tornar tema da sua investigação filosófica. Ou seja, nós vamos agora ver uma filosofia que ao invés de querer falar sobre as coisas que estão aí no mundo, esta filosofia vai querer narrar para nós o que são estas forças imperceptíveis, invisíveis, chamadas Vida".

Sexta aula da série "Arte e Estética - pela via de Nietzsche"

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12 opiniões sobre “Aula de 06/10/1994 – Considera a Flebas, à Literatura, e à Vida”

  1. quem é flebas … e sugiro a vcs de modo aberto que além das descrições possam ser feitas marcações de tópicos diante de toda aula… exemplo- foi citado o nome de bichat , anatomista francês , foi citado a literatura e a vida de deleuze, foi citado musil, boulez, beckett , poderia haver uma coluna de links ou lista de citações sobre os conteúdos citados nas aulas , daria outra qualidade as já brilhantes aulas de ulpiano, o steve jobs do pensamento contemporâneo …

    1. Caro Danieus
      A sua sugestão é ótima! Imaginemos uma aula do Claudio repleta de links remetendo-nos para todas as questões e autores citados! Isto sim, seria usar lindamente os recursos da web-rizoma… O problema é que nossa equipe é minúscula, e este seria um trabalho não só belo, mas colossal! Já pensamos em fazer isto, sobretudo com as aulas transcritas, mas ainda não conseguimos os recursos adequados. Enquanto não os conseguimos, fica aqui a sugestão para os leitores: recriem vocês estas aulas, acrescentando links, atalhos, citações! Enviem pra nós, e nós publicamos.

      Quanto a Flebas, ele é o objeto deste poema abaixo, de T.S.Eliot.

      MORTE POR ÁGUA

      Flebas, o Fenício, morto há quinze dias,
      Esqueceu o grito das gaivotas e o marulho das vagas
      E os lucros e prejuízos.
      Uma corrente submarina
      Roeu-lhe os ossos em surdina. Enquanto subia e
      [ descia
      Ele evocava as cenas de sua maturidade e juventude
      Até que ao torvelinho sucumbiu.
      Gentio ou judeu
      Ó tu que o leme giras e avistas onde o vento se
      [ origina,
      Considera a Flebas, que foi um dia alto e belo como
      [ tu.

      -tradução de Ivan Junqueira-

  2. Apenas para agradecer por estar aqui e escutar o mestre Ulpiano, e ter o mesmo efeito que ele produzia com suas aulas, fico pensando o q ele nos diria sobre estes tempos de web-rizoma, adorei esta palavra de um comentario aqui. um abraço a todos.

  3. Flebas, o Fenício, morto há quinze dias,
    Esqueceu o grito das gaivotas e o marulho das vagas
    E os lucros e prejuízos.
    Uma corrente submarina
    Roeu-lhe os ossos em surdina. Enquanto subia e
    [ descia
    Ele evocava as cenas de sua maturidade e juventude
    Até que ao torvelinho sucumbiu.
    Gentio ou judeu
    Ó tu que o leme giras e avistas onde o vento se
    [ origina,
    Considera a Flebas, que foi um dia alto e belo como
    [ tu.

    +1

  4. tenho dormido não com o Jo todas as noites…todas as noites eu durmo ouvindo bem dentro das minhas entranhas, ___ Claudio Ulpiano__ e por causa dele ,acordo não desejando encontrar a tal da felicidade! ___ Acordo como um rio dentro da pedra pulsando em silencio!
    Penso que há uma alegria pulsando como um rio dentro da pedra, em silencio.

  5. JG Fajardo,

    Temos a imensa responsabilidade de perpetuar esse legado e não deixar este trabalho belíssimo, ao qual Claudio Ulpiano dedicou sua vida, desaparecer.

    Obrigada por seu depoimento!

  6. Seria volubilidade minha comentar de passagem as aulas de Ulpiano….só posso dizer que como o poeta João Cabral ele me abriu “trilhas” como uma pintura de Miró….

  7. Claudio Ulpiano simplesmente adicionou algo em nossa finitude, ensinou-nos a estar próximos da medíocridade para suscitar na mesma algo que nos permita deixar de ser medíocres! Toda sua vida foi um distanciar-se de julgamentos mesquinhos sobre a existência!

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