Aula de 15/09/1994 – Essências cativas

Um acontecimento de Proust. Vou mostrar um acontecimento de Proust para vocês. O meu objetivo ao mostrar isso é pra vocês sem (depois eu passo pra aula. Eu vou fazer isso daqui, mostrar, aí vocês façam a avaliação que vocês acham que devem fazer – como é que vocês devem trazer isso para vocês e eu vou em frente). O Proust, na obra dele, ele faz uma distinção (eu não vou nem explicar agora, porque isso não importa) entre essência e sujeito. Ele vai fazer essa distinção na obra dele. (Talvez eu até entre na aula por aí) Ele faz essa distinção. E diz que essa distinção entre essência e sujeito, o Proust vê nela a única prova possível (Preste atenção!) a distinção entre essência e sujeito – diz o Deleuze – é tão importante que Proust vê nessa distinção – entre essência e sujeito – a única prova possível da imortalidade da alma. (Preste atenção!) Ele está querendo aqui dizer que nessa distinção entre sujeito e essência, ele vai achar que aqui está a prova da imortalidade da alma. (É um negócio! Mas, por quê?) Mas ele está dizendo, fazendo esta afirmação. E, em seguida, ele diz que as essências não existem fora do cativeiro que elas têm dentro da alma humana. As essências são cativas dentro da alma humana. (Lindo aqui!) As essências são nossos reféns: morrem se morremos; mas se são eternas, de alguma forma somos também imortais. Aí, conclui o Proust, as essências tornam a morte menos provável. A essência é a única prova: a única chance é estética.
 
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Esta aula é a segunda de uma série de 9 aulas cuja gravação está excelente! São aulas bem longas, podem durar até 3 horas.  O tema principal que as percorre é Arte e Estética, e a filosofia de Nietzsche, de Espinoza, dos neoplatônicos, sempre "sob a inspiração de Deleuze". A primeira desta série foi a aula de 11/09/1994: Nietzsche: universo e diferença.
 

Parte 1: 
Parte 2: 
Parte 3: 
Parte 4: 
Parte 5: 

 
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13 opiniões sobre “Aula de 15/09/1994 – Essências cativas”

  1. Sou muito grato a todos que trabalham para compartilhar essas pérolas de conhecimento e humanidade. Gostaria muito de ter sido aluno do Cláudio.
    Felizmente estou tendo essa oportunidade através de vocês.

  2. Gostaria de agradecer a atençao que venho recebendo.
    Conheci a filosofia atravez de Luiz Carlesco, meu vizinho e ex-aluno de Claudio. Ainda estou engatinhando nas minhas pesquisas sobre o assunto, mas as aulas que recebi me deram um grande impulso. Espero poder interagir mais frequentemente com o Centro.
    Obrigado, Lucio

    1. Caro Lucio
      É com grande alegria que recebemos os alunos “novos”, que conheceram o Claudio através da web. Assim constatamos que estamos de fato conseguindo nosso objetivo: manter aberta e em atividade a sala de aula que Ulpiano tanto prezava; fazer circular a filosofia…
      Um abraço, Os Editores

  3. Quando expressões como FANTÁSTICO, PRECISO FORTALECER VOCÊS, TOLICE, ISSO É DE UMA BELEZA ASSUSTADORA… fazem parte do seu cotidiano, você pode se considerar um Aluno do Claudio… (no verdade o que muda eh muito mais do que simples expressões)!

    Obrigado!

  4. Com o trabalho do Centro e de suas iniciativas se multiplica a generosidade de um filósofo brasileiro exemplar não só para nós ouvintes, mas para outros filósofos, que quase nunca primam por ela….

  5. Muito obrigado aos organizadores do site. Quando o Claudio nos deixou eu ainda era uma criança e hoje estou terminando meu mestrado na Inglaterra sobre Gilbert Simondon e sem duvida as suas aulas foram a minha maior inspiração, tanto que dedicarei essa tese a ele!

    saudações

    1. Olá, Guilherme
      Receber notícias dos “novos” alunos, aqueles que se tornaram alunos através do site, nos alegra e comove. É muito bom saber que as aulas do Claudio continuam vivas, percorrendo, livres, o mundo virtual.
      Um abraço,
      Os Editores

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