Aula de 22/09/1994 – Silício e música eletrônica: o século do finito ilimitado

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Parte 2:
Parte 3:

Quarta aula da série "Arte e Estética - pela via de Nietzsche"

2 opiniões sobre “Aula de 22/09/1994 – Silício e música eletrônica: o século do finito ilimitado”

  1. Hedir RenaultJan 20, 2012 03:37 AM

    Quando se fala em Arte, logo cogitamos da questão de Criação a ponto de não dissociarmos as duas qualidades substantivas.
    Criação e Arte se tornaram co-irmãs na busca de uma revelação do novo, do inusitado, original inquietante estado de perceber a realidade , a virtualidade, o ideal e o veral.
    Nesse contexto implicam-se uma miríade de questões como conhecimento, repertório, linguagem, topologia, experiência, técnica e material além de temática, estilo e expressão.
    Surge aí então frequentemente uma discussão recorrente sobre o que é ou não Criativo.E nesse estudo observou-se dois grandes e principais setores da ARTE o Figurativo e o Não-Figurativo subdivididos em muitas abordagens dessas categorias de especulação dando uma nítida impressão de que o Figurativo se ocupa do real visível e o NÃO -FIGURATIVO das situações abstratas do Pensamento Subjetivo, do Inconsciente e do Abstrato…da Fantasia e da Ficção… do Absurdo, do Irracional e do caótico. Mas na Verdade tudo o que possa ser RECONHECIDO pelo pensamento é MEMÓRIA e portanto não é Criação autêntica.
    Dessa forma é bem maior a possibilidade de uma obra Figurativa não ser criativa que uma Não-Figurativa desde que organizado o Caos em Ordenação Estética. Por isso tanto na figuração (que pode ser até surrealista ou enérgicamente expressionista ao absurdo da deformação extrema) como em van Gogh quanto em Bacon, sempre será determinante a classificação Figurativa como algo IDENTIFICÁVEL COMO OBJETO de uma REPRESENTAÇÃO SIMBÓLICA – SIGNO da Realidade Física conhecida e memorizada. È irrelevante a forma de trazê-la à mostra, pois não a LIBERTARÁ da sua condição de FIGURA REPRESENTATIVA que não é a coisa em si, mas a coisa de si, por si ou de si porém nunca a Própria Coisa. Nessa lida do artista com seus pensamentos e materiais surgem inevitávelmente uma gama variegadíssima de nuances de realidades, com mais ou menos legibilidade, clareza ou força. Desse assunto se ocupa a Ciência Informacional Estética com os estudos sobre Audiência, Repertório e Entropia, com a série de repetições audientes ou entrópicas conforme a Quantidade em prejuízo da Qualidade – tema sempre em pauta.
    Nessa conjuntura desperta grande interesse obras que são realizadas num estado meio sonambular semi-consciente em que uma Abstração sugere uma ESPÉCIE DE FIGURA equiprovável que não é intenção objetiva do autor, mas que emerge acima de sua vontade, O contrário também ocorre com menos curiosidade quando o autor “figuratiza” deformando ou semi-ocultando intencionalmente a imagem, mas isso é apenas ESTILO. Provêm de emoção, expressão, força excessiva ou contida, reprimida que explode em ação criativa, mas não a ponto de Libertação Sígnica…sempre servirá mais á Semântica que a Estética, daí a inquietação que provoca. Acredito ser o caso de Francis Bacon , pintor figurativo expressionista-crítico-social.

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