A Saúde da Beleza – filosofia e pop: entrevista com Paulinho Moska (dezembro de 2011)

Nesta entrevista, Moska fala da relação entre a filosofia e a arte, a filosofia e a poesia, a filosofia e o pop. Descreve seu encontro com Ulpiano, a forte amizade entre os dois, e como o filósofo se tornou seu intercessor, no sentido deleuzeano. Fala do exercício de compor, da sua associação com a música e com a arte em geral.

10 opiniões sobre “A Saúde da Beleza – filosofia e pop: entrevista com Paulinho Moska (dezembro de 2011)”

  1. “As ideias sao belas, e sao belas quando de algum modo aumentam a nossa potencia.” Claudio Ulpiano

    Tenho 20 anos e a pouco tempo graças a meu padrinho (ex aluno de Claudio tambem) estou singrando por suas aulas e, como um principiante filosofico sinto que cada vez mais essas aulas estao aumentando minha potencia e, aos poucos percebendo essa necessidade de uma singularidade como sendo essencial na constituiçao de uma vida; fugir desses padroes cronologicos como Paulinho falou brilhantemente nessa entrevista e sem ter conseguido ate agora mais tendo como objetivo entrar no tempo puro.
    Excelente entrevista, continuem postando, muito obrigado!

    1. Que belo depoimento, Felipe! É muito bom pra gente saber que jovens como você, que não tiveram a oportunidade de conhecer o Claudio, estão podendo aproveitar suas aulas. A web permite este encontro para além do tempo cronológico: você e Ulpiano, no presente.
      Um abraço, Os Editores

  2. Gostei,Paulinho.O Cláudio, com certeza, aceitaria ser tido pelo`contágio`, não pelo Pai. Imagino que Cláudio, que não conheci, recomendaria de imediato o parricídio, sem o que não há liberdade. Creio que claudio nunca se supôs professor, daqueles que têm alunos. Ouso admitir que Paulinho jamais se encontrou-com Cláudio, O encontro integrativo que se deu em Paulinho foi de si a si, narcísico, não transcendeu. Trans-feriu num objeto parcial. O Cl;audio suportou e deu-se o `passe`.O Verbo fez-se matéria extensa, cancioneira,dizem,acting-out. Metáfora do Alhures, lugar dela, sincronia do real com o Tempo, pathos, tempo Aion. Seria Paulinho? Não assoberbe tanto o Cláudio, que nem mesmo o contagiou, porque o encontro nunca é com pessoa:é com o gozo, com seu jouir.Óbviamente, numa situação dialética e não hegeliana. Não há senhor e nem escravo. Não há tese, nem antítese, muito menos síntese. Há Abertura sintomática. A obra artística é sintoma que passa ligeira pelo conceito.Ou quase-conceito. Obrigado, Paulinho. Só a teckné salva e liberta. Só a filogênese, esta que nada tem de sofia. Obrigado. Seguirei na espreita escuta de você. Porque gostei.Até depois.

  3. Claudio fez uma filosofia poética que a gente “pode pegar com as mãos”. E continua um mestre em cada um que provou o gosto da beleza do pensamento fluindo em suas aulas. É isso que Paulinho Moska traduz com palavras, a saúde que vivi e vivo ainda e não conseguia expressar. Eis a grande tarefa do artista! Lilia

  4. “Combater a banalidade”. “Como responder a esse mundo sem ficar doente?” Talvez com “a saúde da beleza”. Assim falou Paulinho Moska. Beleza!

  5. Sou fã duplamente: de Paulinho Moska e de Claudio Ulpiano de quem fui aluna na UFF. Paulinho, belíssimas palavras! Tem um outro Grande Mestre , Peter Pal Pelbart, que fala que na vida tudo é rapto e dom… Que bonito….

  6. Convivi com Cláudio em Macaé durante alguns anos, esta convivência me permite compreender o sentimento do Paulinho em relação ao Cláudio, como filho por contágio. Nesta época Cláudio já se mostrava um grande professor, eu e outros que o acompanhava bebemos desta fonte. Desta convivência aflorou em mim uma necessidade de criação, a qual direcionei para a pintura, que a partir dos comentários do Cláudio, senti-me seguro para continuar até hoje. Obrigado Paulinho, pela emoção. Vou atras de suas músicas.

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