O que é o ato de criação? – Gilles Deleuze (legendas em português)

Conferência proferida por Gilles Deleuze em 17 de março de 1987 na Fundação Européia de Imagem e Som.


“Se qualquer um pode falar com qualquer um, se um cineasta pode falar com um cientista, se um cientista pode ter alguma coisa a dizer a um filósofo e vice-versa, é na medida e em função da atividade criadora de cada um. Não que haja ensejo para falar da criação – a criação é algo bastante solitário – não que haja espaço para falar “da” criação, mas é em nome da criação que eu tenho alguma coisa a dizer a alguém”.



Gilles Deleuze: O que é o ato de criação por rodrigo-lucheta-1

11 opiniões sobre “O que é o ato de criação? – Gilles Deleuze (legendas em português)”

  1. Creio que a arte, como resistência, ou a criação artística como ato de resistência, como afirma Deleuze, é uma alternativa muito mais revolucionária que a arte dita “engajada”, que pretende “apontar soluções”, “fazer denúncias”. Alternativa já posta em cheque na célebre entrevista entre Deleuze e Foucault na qual denunciam o papel do intelectual como “consciência do povo”. No livro sobre Kafka, com a idéia dos agenciamentos coletivos de enunciação e sua contraparte, os agenciamentos maquinicos de desejo, Deleuze e Guatari já apontam um novo papel para o artista, aí já a criação como crítica ou resistência. No caso de Kafka a “desmontagem das 3 grandes máquinas políticas por meio dos 3 romances. E Deleuze/Guatari citam Kafka nos “Diários”: “A literatura tem menos a ver com a história literária do que com o povo”. O capítulo 3 desse livro de 1976 é uma boa leitura para acompanhar essa palestra em que Deleuze, bem mais adiante no tempo (1987) desloca o problema para o cinema e coloca o “grito” de Klee sobre “o povo que falta” como sendo o endereço de toda criação artística.

  2. Fantástica toda a explanação de Deleuze!
    Será que em quase toda obra de arte, seja ela qual for, não existe um grito de desespero – mesmo que seja bela, a obra de arte – em razão do tempo-duração e da “ausência” do povo na avaliação/percepção da obra? Digo isso pois “sinto” em diversas formas de arte – pintura, música, poesia etc., o anseio quase desesperado de torna-la “eterna” e admirada pela sociedade em que está inserida e até mesmo, pela humanidade que ainda não o é, verdadeiramente. Humanidade, para mim não representa ainda, nem conceituação; é apenas uma palavra que define a totalidade de animais humanos viventes no Planeta Terra. Desculpe tantas palavras banais em relação ao magnífico de Deleuze.

  3. Não há nenhum video para ver! Diz simplesmente – não existe nenhum vídeo. Portanto não posso comentar nada!
    Por favor,verifiquem e me retorne com uma explicação.
    José Roberto.

  4. Olá Editoria,
    O vídeo não está rodando. Numa certa altura, logo no início, ele para e comunica a impossibilidade de continuar a rodar. Tentei várias vezes, ontem e hoje.
    Abçs,
    Tadeu.

  5. Olá Marici,
    Continuo não conseguindo abrir. (não tem problema prá mim, pois já baixei mas penso nos demais visitantes do site).
    Por falar nisso, teremos mais vídeos de aulas do Cláudio?
    Abçs a todos,
    Tadeu.

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